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A Sessão Solene da Comenda Mãe Doca será as 10h do dia 4 de novembro, e no mês da Consciência Negra!

Fonte: http://www.institutonangetu.blogspot.com.br

A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é Mãe Doca!
Este ano de  2013, apesar do atraso causado por diversos motivos, e até mesmo sugestões de cancelamentos, as autoridades e lideranças de povos tradicionais de terreiros de matriz africana comprometidas com a luta pela cidadania e respeito às tradições afro-amazônicas garantiram a Sessão Solene de entrega da comenda no dia 04 de novembro, em pleno mês da consciência negra.

Os nomes das autoridades de comunidades de povos tradicionais de terreiros de matriz africana que receberão a comenda no ano de 2013, serão divulgados na tarde de hoje, 30 de outubro.


O Decreto Legislativo nº 05/2009 (proposição da Deputada Bernadete Tem Caten/ PT) instituiu na Assembleia Legislativa do Estado do Pará a Comenda “Mãe Doca” de mérito afro-religiosos em homenagem aos Cultos Afro-Brasileiros.  
A homenagem é uma celebração à memória da luta de Mãe Doca, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin, e foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 – apenas três anos após a abolição da escravatura – enfrentou o racismo e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. 
Pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém no enfrentamento ao racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará.

 

A luta pela cidadania do povo tradicional de terreiro de matriz africana é a mesma luta do povo negro, e o nosso foco é o combate ao racismo.
A organização da sessão solene iniciou ainda em fevereiro, e com esse objetivo reuniu sacerdotes de vários terreiros e tradições diferentes, e foram essas autoridades que debateram entre si as propostas de critérios de interesse das comunidades, chegando a conclusão que o que o povo de terreiro quer é o reconhecimento do poder legislativo estadual na atuação de sacerdotes em frentes de luta como:

  1. Preservação e manutenção de tradições, ou seja: reconhecer a perseverança dos sacerdotes e sacerdotisas mais velhos como uma importante forma de manutenção dos valores africanos na Amazônia;
  2. Enfrentamento e combate ao racismo, ou seja: reconhecer a importância de lideranças de povos tradicionais de terreiros na luta política por visibilidade e por garantia de direitos de cidadania.

As reuniões aconteceram principalmente nos terreiros, e muitas delas trataram tamb´rm das comemoraçoes pela passagem do 18 de março, data marcada no calendário estadual e municipal de Belém, como referencial de resistência de Mãe Doca às práticas do racismo no século XIX, e desde então estes mesmos sacerdotes aproveitaram toda e qualquer possibilidade de encontro com mandatários de cargos no legislativo estadual para negociar a realização da terceira  sessão solene, e a garantia que em 2013 teríamos entrega da comenda que pro nosso povo é uma conquista.

O Instituto Nangetu antecipadamente parabeniza a Deputada Bernadete Ten Caten e às lideranças de terreiros que na próxima segunda-feria receberão este importante reconhecimento, e reconhece que esta sessão só foi possível pela mobilização e empenho de cada um de nós que investiu para que ela acontecesse.

Parabéns ao Povo de Terreiro do Estado do Pará!

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SEJUDH-PA recebeu lideranças tradicionais e sociais do Movimento Negro.

A audiência aconteceu na manhã desta terça-feira, 21 de maio, e contou com lideranças de comunidades tradicionais de quilombos, de povos tradicionais de matrizes africanas e movimento social negro. A pauta continha três pontos: 1) Conselho Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; 2) Conferência Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; e 3) Implantação das ações dos Programas e Planos propostos pelo governo federal no Estado do Pará e seus Municípios.

O secretário José Acreano Brasil Junior se comprometeu em acolher um GT composto pelas organizações sociais e tradicionais do Movimento Negro que estavam presentes na reunião, com o objetivo de conduzir  a eleição do Conselho Estadual e também a organização da Conferência. Para que tudo aconteça de acordo com as diretrizes do movimento social e tenha a maior participação possível, a CEPIR vai compor uma equipe de trabalho qualificada para o trato com as comunidades tradicionais e com o movimento negro, e para isso pediu para as organizações que identificassem funcionários públicos estaduais capacitados para a função e que estejam dispostos a trabalhar na CEPIR da SEJUDH, para que se envie a lista de pessoal qualificado para o secretário mais rápido possível.
Sobre a aplicação de políticas públicas de promoção da igualdade racial, a SEJUDH pediu um prazo de 30 dias, período em que vai organizar encontros do GT com outras secretarias e institutos que tem coordenações de igualdade racial para promover uma ação conjunta das instituições estaduais, e nesse mesmo período vai apresentar um relatório mais detalhado das ações que o Estado do Pará vem desenvolvendo.
Também ficou acertado que o secretário retomará a negociação com a ASIPAG para a conclusão do projeto do GEAM/UFPA em parceria com a Comissão de Igualdade étnica e Racial da OAB-PA, de legalização de 100 terreiros como templos afro-religiosos, e disse que se ainda houvesse algum entrave com a ASIPAG, que a própria SEJUDH faria imediatamente a regularização de 10 desses terreiros.

Fonte: http://www.institutonangetu.blogspot.com.br/

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Desabafo contra o Coitadismo Evangelico!

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E os evangélicos por pura conveniência aprenderam a palavra INTOLERÂNCIA RELIGIOSA… Só espero sincera e utopicamente que agora pensem 8.532 vezes antes de praticarem tal atrocidade com outras denominações diferentes da sua…
Antes de usarem uma concessão pública, como é o caso da TV para a promover o achincalho público da cultura e religiosidade alheios…

Falo do senhor Deputado e pastor Feliciano, não por ele ser pastor, pois sou um lutador da causa dos direitos humanos e não seria incoerente com a minha luta em promover intolerância religiosa mesmo a alguém que não me respeita…

Falo contra a postura deste senhor, postura que não foi criada nem por mim e por nenhum dos meus pares.

Foram posturas tomadas em locais públicos, sem nenhum pudor e/ou temor em ferir a fé alheia…

Empunhar a bíblia e justificar o escárnio ao que é diferente em nome de Deus é uma incoerência, um despautério sem medidas…

Não sou Cristão, afinal me converti ao candomblé em meados de 2005, mas estudei o suficiente para entender que a fé cristã tem como norte a caridade (Amor) como alicerce, e um mandamento deixado por Cristo àqueles que o quisessem seguir, foi o amor mútuo, amar ao outro como ele, o Cristo amou enquanto esteve neste mundo… Assim sendo não me lembro de uma linha sequer que incentive os ditos “salvos” a pisotear nos ditos “condenados”… Não me lembro de nem mesmo se fazer esta separação entre Salvos e Não Salvos…

Lembro-me de Cristo andando com as “minorias” de sua época, sendo com eles, os inserindo nos contextos, dando voz a eles…
Então senhores Cristãos, me respondam, que cristianismo é este que vocês pregam nos dias atuais?

Entendo por cristianismo, uma doutrina baseada nos ensinamentos de Cristo, e sinceramente, não a contemplo no que se pratica hoje…
Chamaria o que se pratica hoje de culto ao “Ego Cristão”, sim, criou-se um ego e o que se faz hoje é inflá-lo dia após dia, sob a alegação de que esta fé é detentora da verdade suprema, que a salvação está em pertencer a esta denominação religiosa…
Hoje vejo uma trupe que se autodenomina Salva e que por isso, agride, mal diz, espezinha os que eles consideram indignos, não salvos, ímpios…
A forma que encontraram para viver sua fé e convencer os demais de que é uma salvação possível, foi impor goela abaixo a fé, alegando que negá-la é o mesmo que tomar um bonde direto para o inferno… Estratégia completamente diferente da adotada por Cristo, que, diga-se de passagem, nasceu e morreu praticando o Judaísmo como fé… Cristo apenas era, o que trazia para si multidões que o ouviam atentamente, não era a cultura do medo do inferno, mas sim o exemplo de simplicidade, amor ao próximo, etc.

As palavras até cativam, mas só o exemplo arrasta!
Termino estas linhas de desabafo, que podem até nem ter muita coesão textual, afinal, fui pensando e escrevendo, mas tem o que sinto, tem de mim, enfim, termino fazendo um pedido: Não nos imponham seus Demônios… Cremos e nossa crença nos basta, por isso, não nos tolerem, nos Respeitem!

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Nota de Esclarecimento

A Comissão de Diálogo Afrorreligioso do Estado do Pará – CODAPA comunica que, por motivos maiores que nossa vontade de fazer, não se realizará a ação saúde e o seminário que estavam programados para acontecer na FEUCABEP,  respectivamente na manhã e tarde do dia 26 de março de 2013, compondo a programação alusiva aos dias municipal e estadual da Umbanda e das Religiões Afro Brasileiras, conforme foi divulgado anteriormente em Redes sociais.

Sem mais no momento, desculpamo-nos.

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Encerramento da Exposição “Nós de Aruanda – Artistas de Terreiro”

 

Dia 22, sexta, é o encerramento da exposição e 17h haverá Roda de conversa com os artistas e pesquisadores envolvidos no projeto. Pauta, políticas afirmativas para a cultura, abrindo espaços para que haja igualdade na diversidade
19h performance de (artista de Castanhal)
19:30 Performance percussiva que aopresenta as sonoridades de Duda Souza e festa de encerramento.
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Seria uma galeria de artes visuais um espaço de branco? E perguntamos se seria desse branco que é um ‘branco’ que ao mesmo tempo dá o sentido ao pálido da pessoa e o sentido político da palavra.
A pergunta é necessária, pois esta exposição é uma homenagem, uma celebração à memória da luta de Dona Rosa Viveiros, ou Nochê Navanakoly, ou Mãe Doca, negra mulher e maranhense, de Codó, que apenas três anos após a abolição da escravatura enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense. A partir do 18 de março de 1891 ela foi presa várias vezes porque tocava tambores e cultuava as divindades africanas com as quais preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.
A consciência negra foi o que motivou Mãe Doca a enfrentar os desmandos da polícia e o poder constituído em alicerces racistas e discriminatórios, e com esta exposição também celebramos o 18 de março da primeira resstência à prisão, celebramos Mãe Doca e toda a resistência dos povos de terreiros no Pará.
Pode ser que agora, no século XXI, tanto a capital paraense quanto as artes visuais sejam sim um espaço legítimo de ocupação do ‘negrume’ amazônida, mas também é latente que, assim como os terreiros nos espaços públicos, ainda é invisível a produção artística paraense que coloque em evidência as questões sócio-culturais desse mesmo “ser afro-amazônico”.

Nós de Aruanda
artistas de terreiro

Organização e curadoria:
Grupo de Estudos e Pesquisa Roda de Axé/ UFPA.

Artistas
Alan Patrick Fonseca/ Pejigan Oba Gankona
Alex Leovan/ Táta Dianvula
Arthur Leandro/ Táta Kinamboji (e rede[aparelho]-:)
Coletivo Abebê
Deyze Mello
Duda Souza
Élida Neves
Firmo Leite/ Táta Mukundemim
Jurema de Manezinho
Mametu Kátia Hadad
Mametu Nangetu
Maurício Franco
Rodrigo Ethnos/ Táta Kafungeji
Samantha Silva
Victor Hugo
Ysa Motta

Pesquisadores
Alef Monteiro
Amadeu de Deus
Amália Tatyane
Isabela do Lago
Jocimara Alves
Lorena Alves
Mara Denise Teixeira
Marilu Campelo
Raimundo Jorge de Jesus
Renata Silva da Costa
Shirley Muryel
Simone Araujo
Zélia Amador

Apoio/ Parcerias:
Grupo de Estudos Afro-Amazônico – GEAM//// Casa Brasil- África//// Faculdade de Ciências Sociais – FCS//// Faculdade de Artes Visuais e Museologia – FAV//// Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – IFCH//// Instituto de Ciências da Arte//// Assessoria de Diversidade Étnico-Racial//// Grupo de Estudo e Pesquisa em Educação do Campo na Amazônia/ GEPERUAZ – ICED//// Universidade Federal do Pará – UFPA//// Secretaria de Estado da Cultura – SECULT – PA//// Fundação Cultura do Pará Tancredo Nves – FCPTN//// Galeria Theodoro Braga – GTB//// Comunidades de Terreiros.

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Kizomba kwá Mutak´lambô

ImagemConvite Kizomba kwá Mutalambô

Convidamos os filhos, amigos e simpatizantes da comunidade afrorreligiosa para participarem da “Kizomba kwá Mutak´lambô”, apresentação da nova Muzenza do Mansu Nangetu (Maria de Jesus Mendes dos Santos), filha de Mutak’lamb’ngunzo.

Dia: 30 de março de 2013 (Sábado) Início: 19h
Endereço: Terreiro Mansu Nangetu Mansubandu Kekê Neta (Travessa Pirajá, 1194 – Bairro Marco da Légua, Belém-PA)
Conto com sua presença!

Mam´etu Nangetu kwa N´Zaambi

“Vo Nzaambi, Bakulu etu ye za `Nkisi bawoonso batukwatesa ye saambulwa”
“Que Deus, nossos Ancestrais e todos os Nkisi nos potejam e abençoe!”

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A luta pela liberdade religiosa no estado do Pará tem nome, e o nome dessa luta por liberdade é “Mãe Doca”!

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O dia 18 de março foi dedicado aos umbandistas e aos afro-religiosos através da Lei Municipal nº 8272, de 14 de outubro de 2003 (autoria do vereador Ildo Terra/PT) e da Lei Estadual nº 6.639, de 14 de abril de 2004 (autoria da deputada Araceli Lemos/ PSoL) e registra a luta de de dona Rosa Viveiros, Também conhecida como Nochê Navanakoly e como “Mãe Doca”
A homenagem é uma celebração à memória da luta de Nochê Navanakoly, que era maranhense de Codó e filha de santo do africano Manoel-Teu-Santo. Seu Vodun era Nanã e Toi Jotin. Foi Dona Rosa Viveiros, que em 1891 – apenas três anos após a abolição da escravatura – enfrentou o racismo e outros preconceitos da época e inaugurou seu Terreiro de Tambor de Mina na capital paraense.
Mãe Doca foi presa várias vezes porque cultuava as divindades africanas e preservava as tradições de matriz afro-amazônica, e nem por isso desistiu de manter aberto o terreiro que dava lugar para a manutenção das tradições de sua origem negra africana.
A consciência negra foi o que motivou Mãe Doca a enfrentar os desmandos da polícia e o poder constituído em alicerces racistas e discriminatórios. E pelo reconhecimento do valor da luta de Mãe Doca por cidadania e o direto humano de consciência religiosa, é que as lideranças de povos tradicionais de matrizes africanas, lideranças que hoje continuam como herdeiros da mesma resistência que desde o final do século XIX se mantém na luta que enfrenta o racismo que demoniza as tradições afro-amazônicas, e por reconhecer a importância de manter viva  a memória de nossas lutas cotidianas, é que Mãe Doca se tornou o símbolo de resistência das religiões de matriz africana no Pará, e é em sua homenagem que celebramos o dia 18 de março como o dia da Umabanda e das religiões Afro-brasileiras.
Texto postado originalmente em: http://institutonangetu.blogspot.com.br/